18/05/2012
Síndrome de Münchausen
Na
Síndrome de Münchausen, a pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção,
tratamento e simpatia. Em casos extremos, pessoas com esta síndrome têm um alto
conhecimento sobre medicina e conseguem
produzir sintomas para operações desnecessárias. Por exemplo, podem injetar
na veia um material infectado,
causando infecção e
prolongando sua estada no hospital. É diferente de Hipocondria, o paciente com Münchausen sabe
que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.
A Síndrome de Münchausen "by proxy" (por procuração) ocorre
quando um parente, quase sempre a mãe (85 a 95%), de forma persistentemente ou
intermitentemente produz (fabrica, simula, inventa), de forma intencional,
sintomas em seu filho, fazendo que este seja considerado doente, ou provocando
ativamente a doença, colocando-a em risco e numa situação que requeira
investigação e tratamento.
Às vezes existe por parte da mãe o objetivo de
obter alguma vantagem para ela, por exemplo, conseguir atenção do marido para
ela e a criança ou se afastar de uma casa conturbada pela violência. Nas formas
clássicas, entretanto, a atitude de simular/produzir a doença não tem nenhum
objetivo lógico, parecendo ser uma necessidade intrínseca ou compulsiva de
assumir o papel de doente (no by self) ou da pessoa que cuida de um
doente (by proxy). O comportamento é considerado como compulsivos, no
sentido de que a pessoa é incapaz de abster-se desse comportamento mesmo quando
conhecedora ou advertida de seus riscos. Apesar de compulsivos os atos são
voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. O comportamento que é
voluntário seria utilizado para se conseguir um objetivo que é involuntário e
compulsivo. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade, de
tratamento difícil e prognóstico reservado. Estes atos são descritos nos
tratados de psiquiatria como distúrbios factícios.



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